“Pérolas Imperfeitas”

Museu de Arte Moderna da Bahia recebe o premiado fotógrafo David Glat para exposição em novembro.

Imagens com movimento, opulência das formas, efeitos ilusionistas, predomínio das curvas e do retorcido. Com essa abordagem visual David Glat apresenta a exposição “Pérolas Imperfeitas”, com 10 fotografias em grandes dimensões. A exposição estará em cartaz de 10 de novembro a 09 de dezembro na Galeria Subsolo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM). Como atividade educativa dentro do projeto Inter.Mediações, o público terá uma visita mediada com o artista, no dia 19 de novembro, às 16h. A abertura acontece no dia 09 de novembro, ás 19h, entrada franca.
Esta não é a primeira vez que David Glat expõe no MAM. Em 1994 participou, em parceria com Ray Vianna, com três obras do 1º Salão da Bahia e em 2006 trouxe a foto-instalação “Torta Xadrez II” no 13º Salão da Bahia. Dessa vez, David traz as “Pérolas Imperfeitas” que apresentam uma nova visão de algumas das mais conhecidas referências históricas e arquitetônicas de Salvador.
A exposição é um exercício barroco-contemporâneo a partir do patrimônio histórico da cidade. David Glat assume esse caráter de desconstrução do espaço institucionalizado, exercitando o barroco através de uma linguagem visual contemporânea.
Ladeiras, portais, fortificações, casario, altares e fachadas de igrejas, estes verdadeiros “ícones” da nossa paisagem urbana são registrados através de movimentos de câmera e intervenções gestuais, incorporando o conceito de “fotografia expandida”, que valoriza o processo criativo e o fazer fotográfico. A imagem em expansão e a busca da multiplicidade dos procedimentos, com o propósito de produzir um resultado estético perturbador. “Por meio do uso da gestualidade durante o processo de registro das imagens, pode-se amortecer ou acelerar a velocidade mecânica do equipamento, criar distorções, alongamentos, achatamentos, ondulações, segmentações, sinuosidades, abstrações e combinações variadas destes "efeitos”, afirma David.
"Esta ‘imprecisão da aparência’ (termo de M. Maffesoli) nos é apresentada enfatizando o conflito, o artifício e a ilusão, alguns parâmetros que podemos transpor à contemporaneidade para questionar o lugar que ocupa a própria imagem na sociedade ocidental atual, e a forma como entendemos e lidamos com o tempo e o espaço, aqui subvertidos e recriados", diz a diretora do MAM, Solange Farkas.
“Com uma longa experiência ligada à fotografia publicitária e à racionalidade técnica, David Glat buscou, para criar suas “Pérolas Imperfeitas”, substituir a razão quase absoluta desta herança publicitária, pelo uso da intuição e do sentimento. A intenção foi levar o espectador a observar uma sucessão de jogos visuais formados por curvas, contracurvas, alongamentos, abstrações e ritmos, criados a partir de movimentações com a câmera realizadas no momento mesmo da tomada das fotos e com poucos ajustes e manipulações posteriores. Uma viagem capaz de provocar visões distorcidas, exaltando emoções e explorando a dramaticidade. Utilizando o gesto para redesenhar o nosso legado histórico, um barroco trazido da Europa, mas que em nossas terras adquiriu características diferenciadas principalmente no uso de cores mais fortes e pela exuberância dos detalhes e de ornamentos, David mostra que possui um entendimento perfeito da simbiose entre arte e fotografia”, diz o curador da exposição Justino Marinho.

A leitura poética das “Pérolas Imperfeitas”

“Ver o mesmo objeto por um outro viés, desalienar o objeto, ampliando o seu rotulado caráter turístico e ampliando os seus significantes. Quando o artista retorce o mar da Barra, em frente ao Forte de Santa Maria, por exemplo, cria uma imagem que já é poesia além da própria poesia que a natureza já é por si. A força da fotografia atua aqui, expandindo a realidade. Realidade e distorção desta realidade entram em conflito para se produzir uma nova síntese, uma nova cidade barroca dentro da velha cidade. É bom ver as pessoas olhando os lugares já tão conhecidos e tirando tantas outras novas interpretações. Isso amplia os modos de ver, e nos coloca novamente num estado de contemplação. O estado da poesia é o da contemplação. E precisamos de um público de fotografia que novamente se renda à contemplação. E consiga se deixar divagar diante de novas imagens, como estas, de paisagens já tão conhecidas, apesar da banalização, da saturação e do verdadeiro bombardeio fotográfico produzido nos nossos dias”, afirma Adelice Souza autora do texto poético da exposição.

O artista – David Glat

Carioca de nascimento, desde 1976 David Glat reside em Salvador, onde se dedica à fotografia e ao design gráfico. Como fotógrafo publicitário e designer, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais.
Como fotógrafo autoral, entre 1978 e 1999 participou de diversas exposições coletivas, entre as quais se destacam: Salão Fotobahia (de 1978 a 1984) no foyer do Teatro Castro Alves (TCA) e no Museu de Arte da Bahia (MAB), “Mostras da Fotografia Contemporânea Baiana (1995 e 1996)” no MAM, “450 Motivos Para Amar Salvador” (1999) no Instituto Geográfico da Bahia, “A História da Fotografia na Bahia” (2006) no MAM, “O Sensível Contemporâneo” (2009) na Escola de Belas Artes da UFBA. Em 2003 apresentou no TCA, no V Mercado Cultural, a exposição individual “Soterurbanoramas”.
Além desta “Pérolas Imperfeitas”, que depois da exposição no MAM passará por outras 6 capitais, desenvolve atualmente quatro projetos: “Urbanoramas” – com curadoria de Rubens Fernandes Jr, “Urbanidades” – em parceria com a artista plástica Maria Adair; “Tortas Panorâmicas” – a continuação do projeto iniciado com a “Torta Xadrez” - e “A Feira de Feira da Feira”, com curadoria de Justino Marinho.

Serviço
Exposição Pérolas Imperfeitas – David Glat
Galeria Subsolo do Museu de Arte Moderna da Bahia
Abertura: 09 de novembro de 2009, às 19h.
Visitação: 10 de novembro a 09 de dezembro de 2009
Terça a domingo, das 13h às 19h, sábado, das 13h às 21h.

Inter.Mediações
Galeria Subsolo do Museu de Arte Moderna da Bahia
Visita mediada com o artista
Período e horário: 19 de novembro de 2009, às 16h.
Entrada Franca

Museu Rodin - Salvador

por Ana Belizário, 26 de Outubro de 2009
Foto: Divulgação

Será (re)inaugurado em novembro o Museu Rodin de Salvador, depois de muita polêmica e atrasos (o governo baiano havia prometido, para a abertura em 2006, 62 esculturas das quais apenas 4 até hoje compõe o acervo do museu). Entre os motivos do atraso, além de questões políticas de toda ordem, houve também questões técnicas (como a não-aprovação do projeto de climatização pela instituição francesa).
O projeto que ficou por conta do escritório Brasil Arquitetura, dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, integra uma ala contemporânea – projeto que levou, entre outras premiações, o primeiro prêmio na Biena da Arquitetura de São Paulo de 1997 – ao Palacete Comendador Catharino, casarão neoclássico francês, construído em 1912, projetado pelo arquiteto italiano Baptista Rossi.
O belo projeto de restauro e o sensível projeto da ala contemporânea, nos fazem pensar em tempos em que a arquitetura pode promover transformações na sociedade, introduzindo cultura e erudição sem perder de vista a realidade do usuário. Os atrasos, atitudes políticas e outros percalços obscuros nos fazem pensar que ainda temos um longo caminho a percorrer!

Veja mais sobre o projeto em:
www.brasilarq.com.br

Medalhas de Olímpíada são feitas de placas antigas de computador

Peças são gravadas a laser e terão formato único.Serão produzidas mais de mil medalhas com circuitos reciclados.

Do G1, em São Paulo

Medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno serão feitas de circuitos de computador.
(Foto: Divulgação)

Os campeões dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, que serão realizados em fevereiro do próximo ano na cidade de Vancouver, no Canadá, não serão agraciados com ouro, prata e bronze como de costume. Em vez disso, eles pendurarão um material muito mais tecnológico em seus pescoços: placas de circuitos de computador derretidas e recicladas.
Na realidade, o trabalho de reciclagem coleta os metais ouro, prata e bronze dos circuitos reciclados de computadores antigos para produzir as medalhas. Os detalhes são gravados a laser e cada corte é único, fazendo com que cada peça seja diferente da outra. Ainda, elas terão desenhos e ondulações que remetem à história e ao relevo de Vancouver.
Ao todo, serão produzidas 615 medalhas para os Jogos Olímpicos e 399 para os Jogos Paraolímpicos com o material.

Alunos aprendem a ser DJs em escola do Ceará

Maria Ferreira Amorim Internauta, Itatira, CE
Vc no G1


Alunos aprendem a ser DJs através de atividades extra-curriculares
(Foto: Maria Ferreira Amorim/VC no G1)


A Escola Nazaré Guerra de Itatira, há 212 quilômetros de Fortaleza, realiza neste mês um curso de DJ e criação de jingles musicais voltado aos alunos que pretendem atuar na carreia musical.
Os estudantes precisam realizar trabalhos voluntários na rádio escola da rede de ensino. O curso será aplicado pelos DJ Lion e DJ Dragon, ambos também alunos do Ensino Médio na unidade Lagoa do Mato.
Os softwares que os alunos aprenderão a usar no curso serão usados na rádio para organização de playlist, criação de efeitos e jingles dos programas. Após aprenderem a usar as ferramentas tecnológicas, os alunos terão uma noção de textos jornalísticos com os professores de Linguagem e Códigos.
A escola foi construída em 1970 pela prefeitura do município e recebeu o nome de uma militante de direitos humanos locais, Maria de Nazaré Guerra Rego. Hoje, a instituição, atualmente pertencente a Secretaria de Educação do Ceará – Seduc, a rede de ensino conta com várias
atividades extracurriculares que qualificam o currículo do aluno para a profissão que eles desejam seguir.

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Amante da música e conectada com as transformações do planeta.

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