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João Donato grava depoimento para posteridade

Detalhes UOL Fotolog - ZIRIGUIDUM.COM - 15/06/2009


Comemorando 60 anos de carreira, o compositor João Donato grava nessa quarta, dia 17 de junho, sua participação no projeto Depoimentos para posteridade do Museu da Imagem e do Som. Donato contará suas histórias e responderá perguntas de uma mesa formada por Antônio Carlos Miguel (jornalista), Humberto Braga (produtor), Joyce Moreno (cantora e compositora) e Tetê Moraes (documentarista).

O depoimento de Donato fará parte do acervo de mais de 900 entrevistados do MIS, somando quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo com parte da história da cultura brasileira. Criado em 1966, o projeto disponibiliza as gravações para consulta pública. Ainda essa semana o depoimento de João Donato estará catalogado para pesquisas.

O evento acontece a partir das 13h30, com entrada franca. O MIS fica na Praça XV, centro da cidade. Informações pelo telefone (21) 2332.9511.

Operadora de TV a cabo e gravadora vão oferecer música ilimitada na web


Parceria é mais uma tentativa de evitar pirataria pela internet.Serviço permitirá que cliente ouça e baixe músicas com preço fixo.
Da Reuters
A cantora Mariah Carey (Foto Divulgação)

A operadora de TV a cabo Virgin Media vai lançar um serviço de assinatura de download ilimitado de músicas através de uma parceria com a maior gravadora musical do mundo, a Universal. Em seu catálogo, constam artistas como Mariah Carey, Pussycat Dolls e Lady Gaga, entre outros.
O serviço, que as duas empresas descrevem como o primeiro do mundo, permitirá que qualquer cliente de banda larga da Virgin Media tanto ouça quanto faça download de quantas faixas de música e álbuns quiser do catálogo da Universal, pagando um valor fixo.
A música estará no formato MP3, o que significa que pode ser tocada na maioria dos aparelhos de música, incluindo iPod e telefones celulares. O serviço será lançado no fim deste ano.
A Virgin disse que como parte de sua cooperação com a indústria da música, isto também poderá ajudar a evitar a pirataria em sua rede, e poderá, como um último recurso para transgressores persistentes, suspender o acesso à internet. No entanto, a Virgin garantiu que nenhum cliente será permanentemente desconectado.
A indústria da música tem estado desesperada para aumentar as vendas digitais nos últimos anos para superar o impacto da pirataria e tem lentamente oferecido novos serviços online.
Analistas dizem que a indústria não fará uma completa ruptura até que ela ofereça serviço de assinatura ilimitado, em que o preço esteja em um pacote dentro de outras taxas mensais, como a banda larga, então os clientes esquecerão que estão pagando pela música.
A Vivendi, da Universal Music Group, também concordou com um serviço de assinatura online com a maior empresa de televisão por assinatura da Grã-Bretanha, BSkyB, com um aumento no preço dos serviços.
O serviço da Virgin oferecerá uma "taxa de ingresso" mais barata para clientes que baixam músicas regularmente mas que não querem um serviço ilimitado, e também para aqueles que querem um serviço ilimitado.
A Virgin disse que também está em diálogo com outras gravadores principais e independentes do Reino Unido e editores para oferecer um catálogo completo, assim que o serviço for lançado.
"Nós vemos isto como um completo primeiro passo", disse a jornalistas o presidente e chefe-executivo da Universal Music, Lucian Grainge. "Nós temos ouvido nossos clientes, nossos fãs e nossos artistas, e pensamos que esta é uma oportunidade para trazer a música para um público amplo.

'Cultura do pôster' chega ao Brasil animando designers e colecionadores

Site reúne pôsteres de shows de indie rock em todo o país. Casa paulistana Studio SP também investe em cartazes.

Amauri Stamboroski Jr.

Do G1, em São Paulo


Pôster de Silvia Rodrigues para o showo das bandas indie Do Amor, Ronei Jorge e Pessoas Invisíveis (Foto: Reprodução)

Há tempos, cartazes de divulgação de shows não são mais pedaços de papel com data de validade definida. Já existe uma cultura de colecionadores e admiradores para quem um pôster com informações de um show pode ser tão valioso quanto a apresentação em si. Mesmo que no Brasil a “cultura do pôster” não seja tão forte quanto em outros lugares como os EUA, já há também aqui um site que se dedica a armazenar e mostrar os cartazes de shows que realizados no país. Trata-se do Posterize, criado em março deste ano pelo designer Ricardo Seola.
“A ideia do site surgiu para que o trabalho de quem cria os pôsteres não termine no dia do show, não fique pelo caminho”, explica Seola, que começou desenhando cartazes para a sua banda, Z, em Florianópolis. Com visual simples e "clean", o Posterize funciona como uma exposição aberta e permanente da produção nacional na área. “É uma forma de indexar, perpetuar estes trabalhos e, claro, divulgar bandas e designers”, resume. No site, o visitante pode ver os pôsteres em ordem de postagem ou por categorias, como bandas e designers, além de comentar, dar notas para os trabalhos e visitar o site dos artistas. Seola não vende nenhum cartaz diretamente – quem quiser adquirir um deles tem que entrar em contato com o autor. “Todos os trabalhos publicados, desde o primeiro, têm o contato pessoal (site ou e-mail) do designer. Ainda não soube de nenhuma venda ou convite pelo site, até pelo pouco tempo de vida, mas essa foi sempre uma grande vontade”, conta Seola, acrescentando que “um dos projetos daqui para frente é deixar mais amigável esse relacionamento entre banda e designers, além de dar um suporte físico para os materiais que recebo”.

Pôster do show de show no Brasil do cantor folk norte-americano Bonnie Prince Billy, assinado por Silvia Rodrigues (Foto: Reprodução)

Procura-se
Para publicar no Posterize, o designer pode enviar seu trabalho através de um formulário no site. Além disso, Seola pesquisa à procura de outros cartazes brasileiros na internet. “Recebo cerca de dez pôsteres por semana, e geralmente posto metade. O resto eu busco nos portfólios de designers, sites pessoais, Flickr, blogs. Procuro publicar pelo menos um por dia. Em algumas semanas recebo material de sobra, em outras não recebo nenhum. Fico pesquisando constantemente pra nunca deixar de ter material, independente do envio.”A maior parte dos trabalhos reunidos no site apresenta shows de bandas independentes brasileiras, e também de alguns estrangeiros que se apresentam no Brasil, como é o caso do pôster do show de Bonnie “Prince” Billy em Salvador, assinado pela designer Silvia Rodrigues, ou apenas Silvis. Silvia conta que começou a desenhar cartazes em 2002, para um show da banda indie brincando de deus. “A partir daí o produtor Bigbross me chamou para fazer boa parte dos cartazes dos seus eventos”, lembra. Ela já fez mais de 50 pôsteres, entre shows e festas onde só tocam DJs, e diz que a maioria do trabalho ainda não é remunerado. “A maioria dos trabalhos que fiz foram para bandas independentes, que trabalham muito e produzem o próprio show. No final, não sobrava dinheiro nem para eles mesmos. Eu não ligo, gosto de ajudar e de participar. Ao mesmo tempo, já recebi por trabalhos maiores, de artistas mais conhecidos. Também pode ser feito aquele acordo de desenhar primeiro, e, se o show for bem sucedido, receber depois”, explica.

Cartaz de show da cantora Mallu Magalhães, no Studio SP (Foto: Reprodução)


Registro da nova música brasileira

E não é só o Posterize que está de olho na cultura de cartazes no Brasil. A casa noturna paulistana Studio SP resolveu investir em pôsteres como um meio de recordação musical: para comemorar um ano de presença na rua Augusta, imprimiram uma série limitada de cartazes celebrando alguns dos shows que já passaram pelo local. “A intenção é registrar essa cena da nova música brasileira”, explica Ale Youssef, um dos sócios do Studio SP. A primeira leva tem 12 imagens, todas asssinadas por Julia Miranda, designer inglesa radicada no Rio de Janeiro. “A ideia é lançar uma ‘coleção’ de cartazes por semestre, mas queremos também começar a usar os pôsteres como forma de divulgação”, completa Youssef, que também está programando um livro com fotos e textos sobre a casa. Agora resta saber se essas iniciativas vão conseguir colocar os cartazes na cabeça dos brasileiros. Seola é otimista - “acho que essa cultura está se formando. Muitas ferramentas, que há menos de uma década não existiam, estão dando aos artistas a chance de aparecer. Através do Posterize tive a oportunidade de conhecer várias iniciativas muito legais, coletivos, agências, gente que trabalha sério e com muita qualidade. Qualidade não falta, mas é preciso tempo pra essa engrenagem funcionar direito”.

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