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Participe: O que é a música?

Music News - 10/8/2009 - Por Itaú Cultural


Para você, o que é a música? É isso o que os parceiros Itaú Cultural e Eletrocooperativa querem saber. Achou a pergunta simples demais? Muito difícil, afinal música é tanta coisa? Pois então, inspire-se e traduza em vídeo, podcast, fotografia, arte-digital, fotomontagem, cartaz ou mesmo numa música o que a música é para você.A Chamada Criativa vai selecionar as 54 melhores produções, que serão remuneradas com 300 reais cada uma. Para participar, basta se inscrever no Portal Eletrocooperativa. Entre os critérios que serão avaliados pelos curadores, destacam-se o esforço e a criatividade naquilo que a Eletrocooperativa chama de Sevirologia - a capacidade individual de "se virar". Portanto, seja original na sua proposta. Se for fazer um vídeo, não importa qual equipamento utilize - câmera profissional, amadora, ou mesmo um celular -, o que conta é a força presente na sua mensagem.Com esta proposta, os parceiros Itaú Cultural e Eletrocooperativa pretendem incentivar a produção e ampliar a visibilidade de novos criadores e jovens interessados em se desenvolver profissionalmente no vasto campo musical.Serão três períodos de seleção e você pode inscrever quantos trabalhos quiser em cada uma das fases, aumentando suas chances de ganhar. Inscreva-se!Confira aqui o regulamento.Conheça também Alessandra Pamponet, educadora selecionada pelo Rumos Educação Itaú Cultural 2008-2010 com o projeto da Eletrocooperativa.

NÃO HÁ LIMITES PARA MÚSICA

Sex, 31 Jul, 01h46
Por Andreas Kisser, colunista do Yahoo! Brasil
Acabei de voltar de uma turnê com o Sepultura na Europa, que durou um mês e passou por 25 cidades, em 14 países. Foi espetacular. Nestas visitas rápidas que o Sepultura faz em cada cidade, eu sempre encontro gente interessante com histórias inacreditáveis e inspiradoras.
No show de Paris, depois da passagem de som, eu conheci um brasileiro, Andre Santos, que mora na França já há algum tempo. Ele é baixista e tem uma banda, a Abinaya, com amigos franceses. A banda faz um som pesado, com influências da percussão brasileira e vocal em francês (confira o MySpace do grupo).
Mas o fato que mais me chamou a atenção é que o baterista, Nicolas Vieilhomme, é cego!Uau! Fiquei surpreso com aquilo, nunca ouvi falar de um baterista cego, e ele toca muito bem. Andre me contou que em um show ele bateu com a baqueta no prato, ela escorregou da mão dele, subiu e quando voltou, ele pegou de volta, como se fosse um malabarista. Incrível. Outros sentidos se agussam quando um é inexistente.
Então comecei a pensar em outros casos de músicos com necessidades especiais, de como estas necessidades não atrapalharam seus sonhos e o quanto isso dá motivação a qualquer pessoa, principalmente àquelas que reclamam de tudo na vida.
Entre estes músicos que citei está Ray Charles que, vivendo nos Estados Unidos em meados do século passado, além de enfrentar as dificuldades de ser cego, vivia em uma sociedade racista. Não podemos esquecer também de Stevie Wonder, um dos músicos mais influentes da música norte-americana e Jeff Healey, guitarrista norte-americano de blues, que tocava a guitarra no colo de uma maneira totalmente única. A cegueira fez com que ele adaptasse o instrumento e o tocasse de uma outra forma, inspirando outros músicos, cegos ou não, a tocarem como ele.
Tony Iommi, lendário guitarrista do Black Sabbath, perdeu as pontas dos dedos quando trabalhava em uma siderúrgica na Inglaterra. Isso não o impediu de tocar guitarra. Ele arrumou pequenos pedaços de borracha e as grudava na ponta dos dedos. Hoje é considerado o verdadeiro inventor do heavy metal.
O baterista do grupo britânico Def Leppard, Rick Allen, sofreu um acidente de carro em 1984 e perdeu o seu braço esquerdo, mas não desitiu da bateria. Os companheiros de banda não deixaram de acreditar e com uma bateria totalmente reformulada e adaptada à sua nova condição, Allen voltou a tocar no mais alto nível, tornando-se uma referência no cenário do hard rock. Impressionante!
Django Reinhrardt, um dos guitarristas de jazz mais respeitados no mundo, também por causa de um acidente, queimou severamente suas pernas e a mão esquerda, o que acabou praticamente paralizando os dedos três e quatro. Ele se recusou a seguir a ordem dos médicos, que queriam amputar a sua perna direita e afirmavam que ele nunca mais tocaria guitarra. Claro que isto não parou Django, ele voltou a tocar guitarra, somente com dois dedos funcionando na mão esquerda e revolucionou o instrumento no jazz. Outro gigante do jazz era Thelonius Monk. Pianista único, de acordes e escalas dissonantes, ritmos alucinantes e um toque inconfundível, ele sofria de distúrbios mentais.
E tem ainda meu amigo Herbert Vianna, grande compositor, guitarrista e vocalista dos Paralamas do Sucesso. Herbert sofreu um acidente, caindo na baia em Angra dos Reis quando pilotava o seu planador. Ele perdeu sua mulher, Lucy, e ficou paraplégico. Herbert também perdeu parte de sua memória, mas não perdeu a música. A recuperação foi lenta e demorada, mas sempre evolutiva. A música foi a força que manteve Herbert vivo e atuante. Hoje, ainda se apresenta nos palcos com vigor, técnica, inteligência e muito sentimento, uma verdadeira aula de vida.
Enfim, são vários os casos e histórias de vitórias. A música, mais uma vez, se mostra como um terreno fértil e instigante, onde os maiores problemas são solucionados, mesmo aqueles que parecem ser impossíveis.
Nunca subestime o poder da música.

Morre o "rei do pop", que reinventou a indústria da música


Valor Econômico - 26/6/2009 - Por Agências Internacionais

Saiu de cena um dos cantores e compositores mais influentes da história do universo pop. Michael Jackson morreu ontem, aos 50 anos, vítima de parada cardíaca. Com mais de 750 milhões de discos vendidos em 40 anos de carreira, Jackson acumulou recordes superlativos. "Thriller", álbum de 1982, é o mais vendido da história, com aproximadamente 100 milhões de cópias. Por esse trabalho, ganhou 8 Grammy de uma única vez, 7 American Music Award, e esteve 37 semanas na primeira posição dos discos mais vendidos nos EUA. Outras 20 canções de seus dez discos também frequentaram o topo das paradas de sucesso. No auge, Jackson assinou um contrato de exclusividade com a Sony, que lhe rendeu US$ 1 bilhão. Com o descontrole das finanças, no entanto, chegou no ano 2000 com dívidas em US$ 24,5 milhões. Jackson começou na carreira ainda garoto, em 1969, como integrante do Jackson's Five, grupo formado por ele e seus irmãos. Lançou-se em carreira pela Motown e recebeu mais de U$ 300 milhões, desde os anos 80, apenas em direitos autorais pelas músicas que gravou com a unidade de música da Sony, segundo fontes com acesso direto aos negócios do músico citadas pelo "The New York Times". Ainda de acordo com o jornal, as receitas de shows e publicação de músicas - incluindo a criação de um negócio com a Sony que detém o catálogo dos Beatles - assim como as de merchandising, uso de imagem associado a alguns produtos e vídeos de música, somados, contribuíram com cerca de US$ 400 milhões adicionais. Afastado dos palcos após uma sucessão de escândalos, Jackson prometia uma temporada de shows neste ano. No mês passado, a programação foi adiada duas vezes, o que aumentou as especulações sobre a saúde do cantor. Polêmico e excêntrico, Jackson tornou-se um fenômeno midiático também por sua vida pessoal. Em 1993, foi acusado de abusar sexualmente de um menino de 13 anos, o que levou a polícia a invadir sua mansão na Califórnia, a "Terra do Nunca". A investigação foi arquivada por falta de provas. Em 1994, divulgou-se que o cantor chegou a um acordo com a família do menino por US$ 23 milhões. Pouco mais de dez anos depois, em 2005, o cantor foi julgado por uma segunda acusação de abuso sexual, que teria sido cometido em 2003. Jackson foi absolvido de todas as acusações. O cantor teve dois casamentos breves e deixa três filhos.

Rodada de negócios da Feira da Música abre inscrições

por Allan Melo - 02/06/2009 - Site musitec


A 8ª Feira da Música, que será realizada dos dias 19 a 22 de agosto, é um verdadeiro encontro para os profissionais da música independente brasileira. As exposições e as atividades gratuitas do Encontro Internacional da Música e a Rodada de Negócios, eventos que também integram a feira, se realizarão no pavilhão do Centro de Negócios do Sebrae, em Fortaleza, Ceará.Pela primeira vez a feira contará com um tema central de discussão: Novas Tecnologias e Ambientes na Web. O assunto será tratado no 8º Encontro Internacional da Música, com oficinas, painéis e workshops, em conjunto com as exposições da indústria de equipamentos, instrumentos, acessórios e serviços do mercado musical.Já a Rodada de Negócios é um espaço reservado para as reuniões de empreendedores, próprio para se criarem oportunidades de novos contratos. Produtores, músicos e bandas profissionais, distribuidores, proprietários de casas de shows, empresários e interessados têm até o dia 31 de julho para se inscrever. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.feiramusica.com.br/.Os agendamentos desses encontros serão organizados e analisados de acordo com o perfil de cada inscrito e os dados dos parceiros comerciais em potencial. O evento é uma realização da Associação dos Produtores de Discos do Ceará (Prodisc) em parceria com o Sebrae-CE, numa promoção da Prefeitura de Fortaleza.

João Donato grava depoimento para posteridade

Detalhes UOL Fotolog - ZIRIGUIDUM.COM - 15/06/2009


Comemorando 60 anos de carreira, o compositor João Donato grava nessa quarta, dia 17 de junho, sua participação no projeto Depoimentos para posteridade do Museu da Imagem e do Som. Donato contará suas histórias e responderá perguntas de uma mesa formada por Antônio Carlos Miguel (jornalista), Humberto Braga (produtor), Joyce Moreno (cantora e compositora) e Tetê Moraes (documentarista).

O depoimento de Donato fará parte do acervo de mais de 900 entrevistados do MIS, somando quatro mil horas de material gravado em áudio e vídeo com parte da história da cultura brasileira. Criado em 1966, o projeto disponibiliza as gravações para consulta pública. Ainda essa semana o depoimento de João Donato estará catalogado para pesquisas.

O evento acontece a partir das 13h30, com entrada franca. O MIS fica na Praça XV, centro da cidade. Informações pelo telefone (21) 2332.9511.

Operadora de TV a cabo e gravadora vão oferecer música ilimitada na web


Parceria é mais uma tentativa de evitar pirataria pela internet.Serviço permitirá que cliente ouça e baixe músicas com preço fixo.
Da Reuters
A cantora Mariah Carey (Foto Divulgação)

A operadora de TV a cabo Virgin Media vai lançar um serviço de assinatura de download ilimitado de músicas através de uma parceria com a maior gravadora musical do mundo, a Universal. Em seu catálogo, constam artistas como Mariah Carey, Pussycat Dolls e Lady Gaga, entre outros.
O serviço, que as duas empresas descrevem como o primeiro do mundo, permitirá que qualquer cliente de banda larga da Virgin Media tanto ouça quanto faça download de quantas faixas de música e álbuns quiser do catálogo da Universal, pagando um valor fixo.
A música estará no formato MP3, o que significa que pode ser tocada na maioria dos aparelhos de música, incluindo iPod e telefones celulares. O serviço será lançado no fim deste ano.
A Virgin disse que como parte de sua cooperação com a indústria da música, isto também poderá ajudar a evitar a pirataria em sua rede, e poderá, como um último recurso para transgressores persistentes, suspender o acesso à internet. No entanto, a Virgin garantiu que nenhum cliente será permanentemente desconectado.
A indústria da música tem estado desesperada para aumentar as vendas digitais nos últimos anos para superar o impacto da pirataria e tem lentamente oferecido novos serviços online.
Analistas dizem que a indústria não fará uma completa ruptura até que ela ofereça serviço de assinatura ilimitado, em que o preço esteja em um pacote dentro de outras taxas mensais, como a banda larga, então os clientes esquecerão que estão pagando pela música.
A Vivendi, da Universal Music Group, também concordou com um serviço de assinatura online com a maior empresa de televisão por assinatura da Grã-Bretanha, BSkyB, com um aumento no preço dos serviços.
O serviço da Virgin oferecerá uma "taxa de ingresso" mais barata para clientes que baixam músicas regularmente mas que não querem um serviço ilimitado, e também para aqueles que querem um serviço ilimitado.
A Virgin disse que também está em diálogo com outras gravadores principais e independentes do Reino Unido e editores para oferecer um catálogo completo, assim que o serviço for lançado.
"Nós vemos isto como um completo primeiro passo", disse a jornalistas o presidente e chefe-executivo da Universal Music, Lucian Grainge. "Nós temos ouvido nossos clientes, nossos fãs e nossos artistas, e pensamos que esta é uma oportunidade para trazer a música para um público amplo.

'Cultura do pôster' chega ao Brasil animando designers e colecionadores

Site reúne pôsteres de shows de indie rock em todo o país. Casa paulistana Studio SP também investe em cartazes.

Amauri Stamboroski Jr.

Do G1, em São Paulo


Pôster de Silvia Rodrigues para o showo das bandas indie Do Amor, Ronei Jorge e Pessoas Invisíveis (Foto: Reprodução)

Há tempos, cartazes de divulgação de shows não são mais pedaços de papel com data de validade definida. Já existe uma cultura de colecionadores e admiradores para quem um pôster com informações de um show pode ser tão valioso quanto a apresentação em si. Mesmo que no Brasil a “cultura do pôster” não seja tão forte quanto em outros lugares como os EUA, já há também aqui um site que se dedica a armazenar e mostrar os cartazes de shows que realizados no país. Trata-se do Posterize, criado em março deste ano pelo designer Ricardo Seola.
“A ideia do site surgiu para que o trabalho de quem cria os pôsteres não termine no dia do show, não fique pelo caminho”, explica Seola, que começou desenhando cartazes para a sua banda, Z, em Florianópolis. Com visual simples e "clean", o Posterize funciona como uma exposição aberta e permanente da produção nacional na área. “É uma forma de indexar, perpetuar estes trabalhos e, claro, divulgar bandas e designers”, resume. No site, o visitante pode ver os pôsteres em ordem de postagem ou por categorias, como bandas e designers, além de comentar, dar notas para os trabalhos e visitar o site dos artistas. Seola não vende nenhum cartaz diretamente – quem quiser adquirir um deles tem que entrar em contato com o autor. “Todos os trabalhos publicados, desde o primeiro, têm o contato pessoal (site ou e-mail) do designer. Ainda não soube de nenhuma venda ou convite pelo site, até pelo pouco tempo de vida, mas essa foi sempre uma grande vontade”, conta Seola, acrescentando que “um dos projetos daqui para frente é deixar mais amigável esse relacionamento entre banda e designers, além de dar um suporte físico para os materiais que recebo”.

Pôster do show de show no Brasil do cantor folk norte-americano Bonnie Prince Billy, assinado por Silvia Rodrigues (Foto: Reprodução)

Procura-se
Para publicar no Posterize, o designer pode enviar seu trabalho através de um formulário no site. Além disso, Seola pesquisa à procura de outros cartazes brasileiros na internet. “Recebo cerca de dez pôsteres por semana, e geralmente posto metade. O resto eu busco nos portfólios de designers, sites pessoais, Flickr, blogs. Procuro publicar pelo menos um por dia. Em algumas semanas recebo material de sobra, em outras não recebo nenhum. Fico pesquisando constantemente pra nunca deixar de ter material, independente do envio.”A maior parte dos trabalhos reunidos no site apresenta shows de bandas independentes brasileiras, e também de alguns estrangeiros que se apresentam no Brasil, como é o caso do pôster do show de Bonnie “Prince” Billy em Salvador, assinado pela designer Silvia Rodrigues, ou apenas Silvis. Silvia conta que começou a desenhar cartazes em 2002, para um show da banda indie brincando de deus. “A partir daí o produtor Bigbross me chamou para fazer boa parte dos cartazes dos seus eventos”, lembra. Ela já fez mais de 50 pôsteres, entre shows e festas onde só tocam DJs, e diz que a maioria do trabalho ainda não é remunerado. “A maioria dos trabalhos que fiz foram para bandas independentes, que trabalham muito e produzem o próprio show. No final, não sobrava dinheiro nem para eles mesmos. Eu não ligo, gosto de ajudar e de participar. Ao mesmo tempo, já recebi por trabalhos maiores, de artistas mais conhecidos. Também pode ser feito aquele acordo de desenhar primeiro, e, se o show for bem sucedido, receber depois”, explica.

Cartaz de show da cantora Mallu Magalhães, no Studio SP (Foto: Reprodução)


Registro da nova música brasileira

E não é só o Posterize que está de olho na cultura de cartazes no Brasil. A casa noturna paulistana Studio SP resolveu investir em pôsteres como um meio de recordação musical: para comemorar um ano de presença na rua Augusta, imprimiram uma série limitada de cartazes celebrando alguns dos shows que já passaram pelo local. “A intenção é registrar essa cena da nova música brasileira”, explica Ale Youssef, um dos sócios do Studio SP. A primeira leva tem 12 imagens, todas asssinadas por Julia Miranda, designer inglesa radicada no Rio de Janeiro. “A ideia é lançar uma ‘coleção’ de cartazes por semestre, mas queremos também começar a usar os pôsteres como forma de divulgação”, completa Youssef, que também está programando um livro com fotos e textos sobre a casa. Agora resta saber se essas iniciativas vão conseguir colocar os cartazes na cabeça dos brasileiros. Seola é otimista - “acho que essa cultura está se formando. Muitas ferramentas, que há menos de uma década não existiam, estão dando aos artistas a chance de aparecer. Através do Posterize tive a oportunidade de conhecer várias iniciativas muito legais, coletivos, agências, gente que trabalha sério e com muita qualidade. Qualidade não falta, mas é preciso tempo pra essa engrenagem funcionar direito”.

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Amante da música e conectada com as transformações do planeta.

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